Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Mês do Cliente: Revista em casa por 10,99
Imagem Blog

Sabores do Brasil

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A chef Ana Luiza trajano é presidente do Instituto Brasil a Gosto e autora de diversos livros, o mais recente é "Básico – Enciclopédia de Receitas do Brasil"

Mania de pimenta: os tipos mais populares e receitas usando o ingrediente

A iguaria pode servir só para realçar e aromatizar o prato ou até roubar a cena

Por Ana Luiza Trajano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
27 jun 2018, 11h01 • Atualizado em 27 jun 2018, 11h01
  • Nem todas as pimentas são ardidas. Há tipos em que a picância é nula e o perfume ganha nota máxima. O fato é que elas conquistam paladares e olhares de norte a sul do país. Demos a Ana Luiza Trajano, chef especialista em cozinha brasileira, a missão de destacar as dez variedades frescas mais populares por aqui, indicando características e usos culinários.

    A chef revelou também sua famosa receita de molho – para os fortes, ressalta ela. Rende 1 litro e pode ser guardado em potes na geladeira por até dois meses. “Em uma panela com água fervente, leve ao fogo médio 150 gramas de pimenta-de-cheiro, a mesma quantidade de pimenta-cumari e de pimenta-malagueta por um minuto. Escorra, passe em água fria e bata no liquidificador com 3¾ xícaras de azeite”, ensina. “Quando eu tinha restaurante, as pessoas viviam pedindo a pimentinha da casa”, conta Ana Luiza, que hoje toca o Instituto Brasil a Gosto.

    Veja algumas variações do ingrediente e suas especificidades:

    pimentas

    Siga

     

    1. Pimenta-cumari-do-pará

    Aromática e muito picante, é nativa da Amazônia. Empresta ardor a pratos típicos, como os que levam o tucupi (sumo extraído da mandioca) na receita. Também é conhecida como cumari-amarela.

    2. Pimenta-de-cheiro

    Integra a categoria das que aromatizam a comida sem oferecer picância. Essa variedade, alongada, é onipresente na culinária nordestina, em especial nos refogados básicos do Piauí e Maranhão. No Sudeste, as mais comuns desse grupo são a cumaru e a biquinho.

    3. Pimenta dedo-de-mo

    “Costumo dizer que é a mandioca das pimentas”, brinca Ana Luiza, referindo-se à popularidade desse tipo. Até por isso, é fácil encontrá-la. Sem as sementes, fica mais suave. Versátil, ela surpreende, pois cai bem até em pratos doces.

    4. Pimenta-de-cheiro ardida

    Como o próprio nome anuncia, é muito forte. Mais que a malagueta. Esmagada com alho, cebola e coentro, dá sabor a caldos de peixe. Refogada, faz bela parceria com frutos do mar e bobós.

    Continua após a publicidade

    5. Pimenta-biquinho

    Adocicada, é indicada para iniciantes. Embora o mais comum seja encontrá-la em conserva, já aparece na versão fresca em algumas feiras e mercados. Tem desenho arredondado que estreita na ponta, formando um biquinho – daí o nome. No Centro-Oeste, dá toque especial à clássica pamonha salgada com torresmo.

    6. Pimenta murupi

    Os nortistas não deixam faltar à mesa o tipo mais comum, de cor verde. De ardência moderada, integra molhos que temperam pratos com peixe. Tem diversos comprimentos. As menores, chamadas de murupizinho, são mais picantes.

    7. Pimenta-de-bode amarela

    Possui as mesmas características da pimenta de número 2. Diferenciam-se somente pela coloração – que varia de acordo com a região onde é cultivada – e pela popularidade (a vermelha é mais famosa).

    8. Pimenta-malagueta

    É muito picante. Icônica na Bahia, entra no molho da feijoada, no vatapá e no acarajé. Assim como a dedo-de-moça, realça sobremesas, como o pudim de bacuri. No Sudeste, tempera o trivial arroz com feijão. Consumida com moderação, tem poder antioxidante.

    9. Pimenta Fidalga

    Denominada também cabacinha, é equilibrada sem deixar de ser ardente. Marca presença na cozinha mineira – caso do feijão-tropeiro e do tutu de feijão – e também no interior de São Paulo, onde entra como ingrediente em molhos e conservas. Quando madura, o tom alaranjado fica bem intenso.

    Continua após a publicidade

    10. Pimenta-de-bode vermelha

    O perfume intenso e peculiar chama a atenção. É vendida fresca ou em conserva – preparo que lhe acentua ainda mais a picância, que já é alta. Costuma ser usada para temperar o feijão de todo dia, mas também combina com carnes marcantes.

    Faça você mesma em casa

    bife-de-porco-ao-molho-de-jabuticaba-picante
    (Elisa Correa/CLAUDIA)
    mix
    (|Elisa Correa/CLAUDIA)
    Continua após a publicidade

     

     

    Veja também: Adeus, sal comum! Descubra alternativas para o ingrediente de todo dia

    Assados imbatíveis: os clássicos para um almoço de família

    Siga CLAUDIA no Instagram

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

    ÚLTIMA SEMANA

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 59% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    [Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 10,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês.