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O que você precisa saber sobre o câncer de ovário

Maio é o mês da luta contra a doença, considerada a mais letal dos tumores ginecológicos e responsável pela morte da atriz Eva Wilma

Por Ligea Paixão (colaboradora)
21 Maio 2021, 17h40 • Atualizado em 7 jun 2021, 13h16
Câncer de Ovário
 (Imagem: Daria Bayandina/Getty Images)
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  • O câncer de ovário é o segundo tumor ginecológico mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. Essa neoplasia (processo patológico que resulta no desenvolvimento de um neoplasma) é considerada a mais letal dos tumores ginecológicos, além de ser o mais difícil de ser diagnosticado.

    Referido pelos médicos oncologistas e ginecologistas como silencioso, o câncer de ovário foi responsável, na última semana, pela morte da atriz Eva Wilma, ícone da televisão e do teatro brasileiro. No entanto, somente no ano de 2019, outras 4.123 mulheres também chegaram ao óbito por conta dessa mesma neoplasia, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Em 2020, estima-se que houve ao menos 6.650 novos diagnósticos.

    “O câncer de ovário é a principal causa dos óbitos por neoplasia ginecológica, apesar de não ser o mais frequente”, afirma Letícia Lima Martins, médica oncologista formada pelo INCA e profissional atuante do grupo Oncoclinicas. “Essa neoplasia se enquadra nos tipos de tumores malignos, que se diferenciam dos benignos pelo seu potencial de agressividade e de gerar metástases”, completa.

    Como se sabe, o câncer se caracteriza pela anormalidade de uma ou várias células. O câncer de ovário, apresenta tipos de manifestação, que está diretamente ligado à idade. Cerca de 95% dos casos provém da anormalidade das células que revestem o ovário (epiteliais), enquanto os outros 5% provém das células que formam os óvulos (germinativas) e que produzem os hormônios femininos (estromais).

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    “O tipo mais comum de câncer de ovário é o que se origina das células do epitélio e acomete, usualmente, mulheres a partir dos 50 anos. Os tumores chamados germinativos são mais raros e acometem mulheres mais jovens”, aponta a especialista.

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    Fatores de risco

    Letícia Lima ainda alerta que as chances dessa neoplasia se desenvolver está diretamente ligada a alguns fatores de risco. São eles:

    • Idade (mulheres 50+ e na fase pós-menopausa estão mais propensas a terem a neoplasia);
    • Fatores hormonais, como menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia;
    • Infertilidade;
    • Mulheres que tomam anticoncepcionais e nunca engravidaram;
    • Histórico familiar de câncer de mama, ovário e colorretal;
    • Síndromes familiais de câncer (doenças genéticas que aumentam a chance dos indivíduos afetados desenvolver câncer ao longo da vida) ou mutações genéticas.

    Sintomas

    “O câncer de ovário costuma se iniciar silenciosamente e com sintomas inespecíficos, e ainda não há um método de rastreio eficaz. Por isso, atividade física e alimentação saudável são fundamentais para evitar o sobrepeso, além de sempre procurar orientação médica quando surgirem sintomas, como dor e aumento de volume abdominal, cansaço mal explicado, principalmente em mulheres acima de 50 anos”, alerta Letícia.

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    Em sua fase inicial, a doença pode ser confundida com outras enfermidades. Conforme atinge seus estágio mais avançado, apresenta, além da dor, volume abdominal e cansaço. Outros sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:

    • Pressão, dor ou inchaço na, pelve, costas ou pernas;
    • Perda de apetite e de peso;
    • Mudanças hábito intestinal e/ou urinário;
    • Náusea;
    • Indigestão;
    • Gases;
    • Sangramento;
    • Prisão de ventre ou diarreia.

    Tratamento

    Quando diagnosticada, através de exames laboratoriais e de imagem, a neoplasia pode ser tratada com cirurgia ou quimioterapia. Tudo depende, principalmente, do tipo histológico do tumor, da extensão da doença, da idade e das condições clínicas da paciente e se o tumor é inicial ou recorrente.

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    Portanto, é importante consultar regularmente o médico. “A intenção sempre é que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, a fim de aumentarmos as chances de cura”, aconselha Letícia.

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