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Como o celular e computador estão sabotando a sua coluna sem você perceber

Oito em cada dez pessoas sentem dores nas costas. A culpa recai, entre outras coisas, no uso excessivo de celulares, tablets e laptops. O que fazer para se proteger sem abrir mão do cotidiano cheio de estímulos e da tecnologia?

Por Cristina Nabuco (colaboradora)
5 jan 2016, 16h56 • Atualizado em 28 out 2016, 20h06
Thinstock/Getty Images
Thinstock/Getty Images (/)
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  • Cardiopatias, câncer, diabetes, aids e malária são doenças que preocupam a população e mobilizam a comunidade científica. Mas nenhum desses males leva o título de pior problema de saúde no mundo. A rigor, dor nas costas não mata, mas é o que mais provoca sofrimento persistente, maior número de invalidez e de afastamento do trabalho. Essa é a conclusão de um estudo elaborado na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que avaliou a saúde em 188 países. Divulgado em junho passado, ele dá margem para projeções nada otimistas. “Espera-se um aumento na incidência de distúrbios na coluna por causa do envelhecimento da população, da vida sedentária, do avanço da obesidade e da má postura no dia a dia”, diz o ortopedista Pil Sun Choi, coordenador do Grupo de Coluna do Hospital São José, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Com um agravante: as queixas são ouvidas também entre jovens. Quase metade dos que chegam aos consultórios tem menos de 30 anos. Devido ao uso excessivo de smartphones, tablets e laptops, já há inclusive adolescentes à procura de tratamento. Numa enquete da americana Harris Interactive, uma das grandes pesquisadoras de mercado, 30% dos usuários digitais reclamaram de lombalgias, acompanhadas de insônia e dores nos olhos, na cabeça e nos punhos – tudo relacionado aos gadgets. “A tecnologia veio para ficar”, afirma Sun Choi. “Mas precisamos moderar, praticar a boa postura e orientar as crianças e os jovens para reverter essa tendência.” Este pequeno guia prático pode ajudar a entender, evitar e tratar o mal-estar da nossa era.

    Por que faz mal

    No trânsito, na loja, na rua, as pessoas mantêm a cabeça abaixada, de olho no celular, o que sobrecarrega as estruturas da coluna. “Nessa posição, inverte-se a curvatura normal da cervical, o que causa instabilidade e dor”, afirma o neurocirurgião Eduardo Barreto, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. A intensidade dessa pressão foi mensurada. Quanto maior a inclinação, maior a pressão da cabeça sobre a coluna cervical, que pode chegar à sensação de 27 quilos de peso extra se a angulação do pescoço alcançar 60 graus. O cálculo é do cirurgião Kenneth K. Hansraj, de Nova York, e está publicado no jornal científico Surgical Technology International.

    Tempo X postura

    As pessoas passam, em média, de duas a quatro horas diárias com a cabeça inclinada. Já no caso de estudantes, esse tempo pode chegar a 13 horas por dia. “Para ter uma visão clara, o usuário se curva em demasia, o que prejudica a coluna, os músculos da nuca, do ombro e do braço e a articulação do punho”, diz o neurocirurgião Alexandre Elias, especialista em coluna do Centro de Dor do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Usar o laptop na cama também é ruim. “O monitor permanece abaixo da linha dos olhos, os punhos e as costas normalmente ficam sem apoio e os ombros desalinhados e tensos.” Se a postura não for corrigida, a coluna pode sofrer alterações progressivas que acarretam desgaste precoce de articulações, ligamentos e discos. “Aí aparece, por exemplo, a hérnia – quando o disco existente entre as vértebras se desloca para amortecer o impacto”, afirma Elias.

    Vigie a sua postura: dicas práticas

    .Ao mexer no celular, não flexione a cabeça em direção ao chão. Eleve mais os braços, deixando o aparelho na vertical ou, no máximo, na altura de um livro (a 30 graus).

    Siga

    .É melhor digitar sentada e não em pé.

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    .Sente-se direito: com a coluna reta, as costas apoiadas no encosto da cadeira e os pés sobre o chão para que os joelhos formem um ângulo de 90 graus. Não passe mais de uma hora sentada. Levante-se e vá caminhar e relaxar por alguns minutos.

    .Evite movimentos de rotação com a coluna, como tombar o pescoço para apoiar o celular entre ele e os ombros. Use fone de ouvido e microfone.

    .Não deixe o tablet no colo ou em superfícies baixas; coloque-o na mesa.

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    .Para usar o tablet na cama, deite-se de lado, com a cabeça bem apoiada e o aparelho na frente dos olhos, com almofada por baixo se necessário.

    .Laptop: mantenha o olhar na horizontal. Prefira usar o aparelho apenas em emergências ou viagens. Recorra mais ao computador de mesa.

    .Ao pegar peso, flexione os joelhos.

    .Nunca durma de bruços.

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